Posse responsável – não é apenas adotar!

Posse responsável - não é apenas adotar!

Posse responsável – não é apenas adotar!

Antes de levar um cão ou um gato para casa, é preciso ter consciência de que se trata de uma vida, que vai exigir cuidados básicos e até certo gasto. Ou seja, é importante avaliar os seguintes itens: haverá espaço suficiente para o animal? Ele tem o temperamento (calmo, agitado, bravo, alegre, etc.) esperado pela família interessada nele? Haverá dinheiro para vaciná-lo e alimentá-lo adequadamente? Todos da sua futura residência aceitam a sua presença? Estão todos conscientes que um cão/gato vive muitos anos?

Se a resposta para todas as perguntas foi “sim”, então é hora de partir para a próxima etapa. Para que tudo dê certo, é importante seguir algumas regras da posse responsável para que o bichinho não seja abandonado diante de qualquer problema. A primeira delas é se informar com o veterinário qual a melhor alimentação para o animal. Em seguida, disponibilizar um vasilhame com água em um lugar limpo, arejado e com sombra, e também lhe dar banhos regulares. É essencial mantê-lo em um lugar protegido da chuva, do sol e do vento e levá-lo regularmente ao veterinário. Com todos esses cuidados, o animal logo entra na rotina da casa e passa a ser sempre bem-vindo, sem riscos de ser dispensado a qualquer momento.

Agora imagine a cena, mais comum do que se imagina: o filho pede um bichinho de estimação para lhe fazer companhia. Os pais resolvem atender ao seu pedido e procuram um lindo filhote para brincar com a criança. Passados alguns meses, o cãozinho já não é mais tão querido, afinal, faz sujeira, pula nas visitas, pede carinho a toda hora, quer brincar… A solução encontrada é desfazer-se dele, primeiro oferecendo-o a algum conhecido interessado em levá-lo para outra casa. Caso isso não aconteça, é mais fácil abandoná-lo na rua, como um objeto, do que ajustar a rotina familiar ao novo integrante.

Essa é uma das dezenas de razões que levam ao abandono de animais. Existem muitas outras, como transferência de cidade, mudança de casa, divórcio, chegada de um filho, falta de dinheiro, etc. A estimativa é que existam cerca de 20 milhões de cães e gatos abandonados pelas ruas do Brasil, apesar de se tratar de um crime previsto pela lei federal 9605/98. Como eles não sabem se defender e sequer imaginam que seus donos sejam capazes desse ato tão cruel, a verdade é que esses animais soltos pelas ruas sentem sede, fome, solidão, dor, angústia, medo e tristeza.

Assim como seus donos, os bichinhos de estimação sem teto para morar precisam de cuidados médicos,  higiene e limpeza, além de muito amor e carinho. Então, entram em ação as ONGs e pessoas que lidam com a causa animal, visando proteger e cuidar deles. O mais comum é resgatar esses animais das ruas, devolver a sua saúde com vacinas e medicação adequadas, e assim que estiverem bem, colocá-los para a adoção. Afinal, eles merecem uma segunda chance de serem felizes!

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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