Principais doenças que os cães apresentam no inverno

A não ser que você tenha em casa um Husky Siberiano, um Malamute do Alaska ou um São Bernardo – animais resistentes às baixas temperaturas, graças à pelagem mais densa e camada de gordura sob a pele – há motivos de sobra para você redobrar a atenção com o seu pet nesse inverno.

A sequência de dias mais frios acaba favorecendo que os cachorros fiquem mais suscetíveis às doenças típicas de inverno. E engana-se quem pensa que só as gripes e resfriados sejam ameaças aos peludinhos.

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Uma série de perigos estão à espreita apenas esperando um momento de vulnerabilidade do animal para conseguirem agir. Por isso, uma alimentação de excelente qualidade, como as rações super premium oferecem, mais todas as doses de vacina em dia, são medidas essenciais para proteger o seu filho de quatro patas nesta e em qualquer outra época do ano.

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Veja as principais doenças que comprometem a vida dos cães quando as temperaturas caem:

Influenza canina

Causada pelo influenzavírus, que causa uma infecção nas vias aéreas superiores, é uma doença com alta morbidade (alta disseminação), baixa mortalidade e que a maioria dos cachorros não tem imunidade natural contra a doença. 

Procure ajuda médica veterinária para vacinar o seu pet, a picadinha é a única forma de prevenção contra a influenza canina

Bronquite

Muito conhecida por nós humanos, a doença preocupa, pois pode trazer graves problemas aos caninos, já que se trata de um processo inflamatório nos brônquios dos animais, igualzinho como acontece com a gente. 

A bronquite é mais recorrente no inverno porque a origem do problema está ligada à exposição a toxinas e também a infecções por micro-organismos respiratórios, como fungos e bactérias. Os sintomas são tosses mais insistentes, secreções nasais e dificuldade em respirar.

Cinomose canina

Essa não é uma doença típica de inverno, mas a enfermidade causada por um vírus parente do sarampo humano, no início apresenta sintomas parecidos com uma gripe ou bronquite: corrimento nasal, tosses e aumento da frequência respiratória.

A vacinação é a melhor maneira de prevenir a cinomose, que se não tratada pode evoluir e causar problemas intestinais ao pet, como vômitos e diarreia, e numa fase mais avançada afetar o sistema neurológico, causando convulsões e dificuldade de locomoção com os membros traseiros. Trata-se de uma doença grave e que precisa de um acompanhamento médico veterinário, pois muitos animais falecem por conta dela. 

Otite

Uma das doenças que mais causam mal-estar nos cachorros por conta de uma dor de ouvido intensa, a otite pode levar até a mudanças no comportamento. Portanto, fique atento às atitudes do seu bichinho.

A doença inflamatória do conduto auditivo dos cães precisa de ajuda médica veterinária para ser tratada, já que otites mal cuidadas podem evoluir para doenças mais perigosas como a osteomielite (inflamação nos ossos). 

Artrite e artrose

Com a sensibilidade mais aflorada por conta do frio, você pode ser surpreendido se repentinamente o seu cachorro passar a reclamar de dores nas articulações.

Pode ser sinal da presença de artrite – doença que afeta cães de pequeno a grande porte causa dores horríveis, por conta da inflamação articular – ou artrose, doença articular degenerativa. Que tal pedir ajuda de um médico veterinário para avaliar o seu pet e agir de maneira preventiva?

Dermatite

O vento gelado nos convida a manter janelas e portas fechadas, mas essa falta de circulação e renovação do ar cria um ambiente perfeito para o acúmulo de fungos e ácaros, os chamados alérgenos.

E a dermatite nada mais é do que uma reação exagerada do sistema imunológico do animal a esses agentes, causando a hipersensibilidade. Os casos variam entre leves e severos, depende de cada animal, o importante é procurar ajuda caso perceba feridas, coceiras em demasia e alterações na aparência ou na cor da pele do animal.

Obesidade

Tem muita gente que ainda não se deu conta que obesidade é doença e que o excesso de gordura corporal pode trazer inúmeras consequências negativas para a vida do bichinho.

No inverno (e agora com pandemia) os passeios ao ar livre ficam menos frequentes e como resultado o animal perde a oportunidade de gastar energia. Então, mesmo que você não consiga sair de casa para dar uma volta com o peludinho, incentive-o a correr pela casa, pegar a bolinha ou caçar petiscos para que ele permaneça ativo.

Não caia na tentação de aumentar a oferta de comida, pensando que o animal precisa de uma alimentação reforçada no inverno. Mantenha a dieta recomendada pelo médico veterinário e fique de olho na balança.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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