Burmês – Principais doenças

O Burmês é uma das raças de gato resultado de cruzamentos com o Siamês. Com sua cor chocolate cintilante e degradê, esse felino doméstico é cheio de energia e ama estar com pessoas. Saiba nesse post quais são as principais doenças do gato Burmês

Com expectativa de vida de 15 anos em média, se bem cuidado, não é incomum que esses gatinhos atinjam mais de 18 anos. Devido a diversos cruzamentos, principalmente com o Siamês, o Burmês pode ser afetado por algumas doenças de origem genética e/ ou hereditária e você pode saber mais a respeito a seguir.

Deformidade no crânio do Burmês

Conhecida lá fora pela sigla BHA (Burmese Head Defect) ou displasia frontonasal congênita, essa anomalia é uma das principais preocupações dos amantes e criadores dos Burmeses, caracterizada por uma má formação no crânio e face do feto. Os gatos afetados pela síndrome geralmente nascem mortos, mas se nascerem vivos, infelizmente não sobrevivem por muito tempo. Existem testes genéticos nos Estados Unidos para avaliar os gatos dessa raça e descobrir se eles possuem os genes que causam o problema.

A deformidade no crânio é uma anomalia resultante de uma herança com a braquicefalia (nariz encurtado), já que esses gatos, ao contrário do Siamês, não possuem focinho longo e sim face achatada. Essa é uma característica que desenvolveram ao longo da criação da raça, o que pode ter desencadeado o gene defeituoso. Por isso, é muito importante não cruzar esses gatos se você não for um criador legalizado.

Principais doenças do gato Burmês: Cálculos urinários

As principais doenças do gato Burmês são relacionadas ao sistema urinários. Sabemos que os gatos no geral já possuem uma predisposição a sofrer com doenças do trato urinário, mas essa incidência no Burmês é ainda maior. Os cálculos urinários são uma espécie de “pedras” que são formadas principalmente na bexiga e na uretra. A doença é uma preocupação se não tratada e a forma mais comum no Burmês é a de urólitos por oxalato de cálcio. 

Acromelanismo

Uma das coisas mais complexas de se entender é a genética que determina a cor da pelagem dos gatos. Isso se torna ainda mais interessante quando uma enzima que participa do processo de coloração do pelo (tirosinase) é inativada em temperaturas elevadas (entre 35º a 37ºC). Essa condição é chamada de Acromelanismo e por isso, gatos com extremidades escuras nascem totalmente brancos, já que no útero a temperatura é elevada e o pigmento da pele não se desenvolve. O Burmês é uma raça que pode ter essa condição dermatológica fascinante e só desenvolvem sua verdadeira cor após se tornarem adultos. 

Síndrome de Pica

A síndrome de pica é um distúrbio comportamental compulsivo que desencadeia uma vontade por ingerir objetos que não são comestíveis e o Burmês é uma das raças que foi relatada como predisposta a essa síndrome. Os principais objetos que os gatos costumam ingerir são linhas, fios de eletrônicos, plástico e até mesmo o granulado sanitário. A condição é bastante perigosa e ao observar esse tipo de comportamento, é muito importante levar o pet ao médico veterinário.

Síndrome da dor orofacial felina

Apesar de incomum e pouco conhecida, a síndrome da dor orofacial felina acomete principalmente gatos de raça como o Burmês, sendo uma condição neurológica que afeta os nervos na região da boca. Bastante dolorosa, o gato afetado pode parar de comer, pois há um desconforto na língua. Muitos ainda apresentam lambedura excessiva e movimentos de mastigação (como abrir a boca durante a alimentação) aleatórios.

Polimiopatia hipocalêmica

A polimiopatia hipocalêmica é uma condição metabólica que ocorre por conta da baixa ingestão de potássio na dieta ou por uma eliminação excessiva na urina. Acredita-se que os gatos da raça Burmês sejam mais predispostos a desenvolver o problema devido a uma herança genética que leva à perda de potássio pela urina. Os principais sinais de que o felino está com o problema são fraqueza muscular, intolerância ao exercício e anorexia. 

Outras doenças que pode afetar o Burmês:

As doenças citadas aqui são provenientes de estudos e artigos de predisposição de certas doenças em raças. Lembrando que seu Burmês pode viver uma vida saudável sem ser acometido por nenhuma enfermidade. Entretanto, a informação e conhecimento são importantes e a qualquer sinal de que algo está errado com seu peludo, procure um médico veterinário.

Sobre o autor

Beatriz Mario

Beatriz Mario

Estudante de Medicina Veterinária, sonho que tenho desde criança, cresci com gatos e hoje sou uma felícia assumida. Tenho dois felinos resgatados: o Frodo e o Bilbo, que são considerados meus filhos de pelo. Meu propósito de vida é ajudar o máximo de pets possíveis e fazer com que eles fiquem mais felizes e saudáveis escrevendo para o blog da Petlove.

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