Cinco motivos para NUNCA deixar que seu gato tenha vida livre

Muitas pessoas ainda fazem confusão sobre as preferências e hábitos dos gatos domiciliados. E um dos principais erros é acreditar que criar um felino é a mesma coisa que um cachorro, acrescentando apenas uma caixa de areia para que o bigodudo possa fazer suas necessidades.

Porém, é importante esclarecer que há diferenças enormes no tratamento de cães e gatos, e uma delas é sobre a necessidade de passear. Se por um lado os cães, graças à sua natureza mais sociável, gostam de dar uma voltinha e curtir o contato com diferentes pessoas e lugares, os gatinhos são bem diferentes e sentem-se bastante inseguros quando estão longe do seu habitat, que oferece todo conforto e segurança que eles precisam.

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É claro que se você acostumar o seu gato a dar um passeio pelo telhado ou pela vizinhança, com o tempo ele vai se habituar aos novos ambientes e se sentirá bem para circular. Até de arranhadas na porta e miados suplicantes ele será capaz, caso você o impeça de seguir a rotina dele.

Mas é fato que os gatos não precisam ter uma vida livre (fora de casa, ok?). Ainda acha exagerada a recomendação? Então, confira cinco motivos para deixar o seu bichinho sempre dentro de casa.

Insegurança

Como foi comentado anteriormente, para se sentir seguro, e consequentemente feliz, o gato precisa estar em um ambiente que ele conheça bem. Observe como ele fica desconfortável quando precisa dar uma saidinha, por exemplo, para uma consulta médica. Isso acontece porque o felino tem muito receio de ficar vulnerável para algum predador que pode aparecer de surpresa.

Não à toa, os gatos preferem ficar em locais mais altos quando estão em casa, pois de lá eles conseguem ter uma visão privilegiada do lar e avistar rapidamente qualquer sinal de um intruso que apareça. Quer manter o seu gato relaxado? Deixe-o em casa.

Brigas e acidentes

Sabe aquela frase que a gente sempre ouviu de nossas mães: “Eu não gosto quando vai pra rua”, pois é, deveria ser um mantra entre os pais e mães de um felino. Ao atravessar o portão ou pular o telhado, uma série de complicações podem ocorrer ao seu estimado companheiro. Por exemplo, ele pode se envolver em uma briga com outro animal  ou, de repente, sofrer algum acidente.

Ambos os casos podem ser fatais ou trazer sequelas irreversíveis ao bichano. Converse com algum médico veterinário sobre casos dessas naturezas e espante-se com a quantidade de atendimentos que já foram feitos por conta de uma voltinha na rua.

Risco de doenças

Ok, você pode morar num lugar mais afastado, que não tenha outros animais por perto e incentivar o bichinho a dar uma saidinha pareça ser uma boa ideia. Sinto dizer, mas não é.

Ele pode até voltar para casa sem marcas de briga ou de acidentes, mas há outros perigos silenciosos escondidos. Na volta pra casa o seu gatinho, pode trazer na bagagem (ou melhor, na pelagem) uma infinita possibilidade de parasitas como pulgas e carrapatos, só pra ficar entre os mais famosos, que podem ocasionar doenças graves.

Há um grande risco de contaminação também. Esguio e curioso, o gato pode acessar lugares com exposição a produtos químicos, ingerir produtos de limpeza ou ter contato com outras impurezas que podem ser fatais.

Isso sem falar nas tão temíveis doenças infecciosas como FIV (imunodeficiência felina), Felv (leucemia viral felina) e PIF (peritonite infecciosa felina).

Podem se perder

Tudo bem que o gato tem um senso de localização aprimorado, mas entre essas andanças que ele fizer pode acabar indo parar em um lugar mais afastado – seja por curiosidade ou consequência de algum medo momentâneo – e não encontrar mais o caminho de volta pro lar.

E a gente sabe o quanto é difícil recuperar um animal perdido, principalmente nas grandes metrópoles. Sem os seus cuidados, o pet vai precisar de muito mais do que sorte para ficar bem até você conseguir encontrá-lo.

Maus tratos

Seu gato nem precisa ir muito longe de casa pra estar em perigo. Na esquina ele pode, infelizmente, ser vítima de algum tipo de agressão ou mau trato que chegam, às vezes, em forma de “brincadeiras” (de mau gosto).

Além destes riscos, é bom lembrar os gatos são vítimas de torturas e chegam até ser eutanasiados por pessoas maldosas que judiam do animal em nome de rituais obscuros, principalmente nas sextas-feiras 13. 

E aí, se convenceu que manter o seu felino em casa é o melhor que você pode fazer por ele? Quer dizer, o melhor mesmo é você tornar a casa um ambiente bastante dinâmico e interativo pro peludinho. Em nosso podcast você fica sabendo como adaptar sua residência com as dicas da Médica Veterinária Estela Pazos.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

3 Comentários

  • “É fato que os gatos não precisam de uma vida livre.” ?
    Acho essa afirmação absurda… privar um animal de sua liberdade, é de um egoísmo ímpar.
    Tenho cinco gatos, adotados na UIPA e CCZ, vivem livres, são muito saudáveis e felizes… o mais novo tem mais de dez anos.

    • Olá, Ana

      Infelizmente, nas ruas os gatos correm muitos riscos e é sabido que a vida de uma gato com vida livre tende a ser muito menor do que a de um gato que só fica dentro de casa.

      Os animais domiciliados, sem exceção, livram-se de acidentes, maus-tratos e de doenças que possam contrair de outros animais que vivem pelas ruas.

      Não à toa, as ONGs mais sérias não doam gatos para pessoas que não possuam telas em suas casas (e isso não é uma exigência apenas para evitar que não caiam das janelas).

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