Raiva: o que é, sintomas e tratamento

doença raiva canina

Raiva canina

A doença raiva é uma zoonose (doença transmitida do animal para o homem) letal. Durante muitos anos ficou erradicada dos grandes centros urbanos, mas ultimamente há registros de casos nas cidades de São Paulo, Campinas e Piracicaba.

O vírus da raiva é transmitido através da mordida de um animal infectado, já que o vírus fica em grande quantidade na saliva. Para se transmitir a doença raiva, o animal deve ser portador do vírus da raiva, ou seja, não é toda mordida de cão e gato que se transmite a raiva. Além disso, cães, gatos e todos os mamíferos (incluindo o homem), exceto o morcego, são portadores sintomáticos da doença. Isso significa que se um animal (ou pessoa) contraiu raiva, ele com certeza apresentará os sintomas da doença.

Raiva – transmissão

A transmissão da raiva é feita através do contado com a saliva do animal infectado, por lambedura ou mordidas. Após a infecção, o vírus se espalha no sistema nervoso do novo hospedeiro, atingindo diversos órgãos e se proliferando nas glândulas salivares. Após a exposição ao vírus, os sintomas da raiva surgem em cerca de 10 a 60 dias.

Raiva – sintomas

No início da doença, há alteração comportamental, mudanças de hábitos, salivação excessiva, latidos ou miados com maior frequência e agressividade. Com o agravamento do quadro, o animal passa a ter os músculos rígidos, fazendo com que tenha dificuldade para deglutir e mastigar, causando a famosa “boca espumando”, já que não consegue engolir a saliva. Este quadro pode evoluir para crises convulsivas e paralisia total do corpo.

Atenção: Nem todo animal agressivo ou que saliva é portador da raiva. Existem outros fatores que desencadeiam a agressividade nos animais, assim como salivação – como enjoos e medicamentos.

O que fazer após uma mordida de um animal suspeito?

Neste caso, a primeira coisa a ser feita é levar o animal que sofreu a mordedura a uma clínica veterinária com urgência, onde serão realizados os devidos exames. Deve-se avisar a Unidade de Vigilância de Zoonoses onde se encontra o animal com suspeita de raiva para serem tomadas as devidas providências – quarentena e exames. Caso confirmada a doença, eles são encarregados de avisar a região.

raiva em gatos

Raiva em gatos

Tratamento e prevenção da raiva animal

A raiva não possui tratamento, sendo uma doença 100% letal. A única forma de prevenção da raiva é a vacinação anual de cães e gatos, mesmo nas regiões urbanas, incluindo os animais de apartamento.

No ano de 2012, houve um caso de raiva em um gato que morava em um apartamento na cidade de São Paulo. Supõe-se que um morcego portador da doença alcançou o apartamento onde o gato vivia, transmitindo a doença. Um caso raríssimo, mas serve como um alerta.

Em 2009 houve um caso de raiva humana no Brasil, onde houve cura do paciente. Ainda assim, não é possível classificar esta doença como curável, pois ainda não há tratamentos disponíveis para animais.

Vacina para raiva

Muita gente não sabe, mas as doses das vacinas, incluindo a vacina de raiva, devem ser atualizadas anualmente. Não arrisque! Atualize a vacina do seu animal para não deixar que esta doença volte a ser comum entre os bichinhos.

 

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Sobre o autor

Juliana Packness

Juliana Packness

Especialista em patologia clínica veterinária

9 Comentários

  • Não vacinei minha cachorra da raiva.
    Agora a tarde ele vomitou bastante uma espuma branca várias vezes. Não quis comer depois disso. Pode ser raiva?????

  • Bom dia meu filho foi mordido por um cachorro fui no hospital é o médico ñ passou nada pra ele lá mandou eu comprar cefalexina só isso ele passou a noite bem é no momento ñ está sentindo nada?

  • Bom dia Dra, tenho uma cadela que há 1 ano está com alguns inchaços e muita coceira na região dos olhos. Nesse tempo todo, ela tem vivido com colar elizabetano para não “rasgar” o olho (que às vezes fica ferido). Já passei por 2 veterinários que diagnosticaram como sarna mas eles não conseguiram solucionar o problema. Peço uma ajuda pois não sei mais o que fazer e fico triste de vê-la sofrendo. Desde já agradeço a atenção.

  • Prezada dra. Juliana, tenho uma cadela viralata, porém de estimação.Ela atualmente está com 13 anos e sofre de diabetes, usuária de insulina . Há algum problema quanto à vacinação antirrábica em cães diabéticos.

    • Elizabete, a incidência em animais de apartamento é muito pequena, mas houve um caso de gato de apartamento em 2009 na região sul de São Paulo, como disse no texto.
      Por ser um gato de apartamento, se o veterinário puder fazer a vacina a domicílio para evitar o estresse de mudança de ambiente, seria o ideal!
      Para gatos, levá-lo a uma campanha de vacinação gera muito estresse, mas continua sendo necessário que todos os animais permaneçam vacinados para evitar que a doença volte a se propagar pela cidade.

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