Répteis como animais de estimação

Existem mais de sete mil espécies de répteis espalhadas pelo mundo inteiro e acredita-se que esses animais sejam descendentes diretos dos dinossauros, que outrora dominaram o planeta. Esse grupo de animais, durante a evolução, foi o primeiro a conquistar o ambiente terrestre. Isso foi possível graças à algumas peculiaridades que, até então, somente eles possuíam: pele impermeável, revestida com escamas epidérmicas (cobras e lagartos), placas ósseas (tartarugas e jabutis) e placas córneas (crocodilos e jacarés). Apesar de algumas espécies viverem a maior parte do tempo em ambientes aquáticos, como a tartaruga e o crocodilo, é em terra que esses animais botam seus ovos.

Outro ponto crucial que os auxiliou a abandonarem o meio aquático foi o modo reprodutivo. Sua fecundação é interna e independente de água e assim os gametas ficam protegidos de influências externas. As fêmeas deste grupo em geral são ovíparas, ou seja, quando fecundadas, colocam os ovos. O desenvolvimento dos filhotes ocorre fora do corpo da mãe, dentro do ovo, que é composto por uma casca calcária protetora e porosa (o que permite as trocas gasosas).

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Répteis como Animais de Estimação

Atualmente, os répteis estão conquistando um espaço importante no papel de animais de estimação. Criatórios licenciados (pelo IBAMA) oferecem iguanas, tartarugas e até mesmo cobras para serem adquiridos como pets, mas é sempre bom lembrar que a legislação brasileira só permite a criação de animais silvestres devidamente cadastrados e que manter em cativeiro um animal adquirido na natureza consiste em crime.

Para que os répteis sejam criados de maneira saudável, é necessário que o dono se atente a diversos cuidados. O habitat e os acessórios destes pets devem ser específicos para eles e o mais indicado é que se utilize um terrário para mantê-los. São ambientes semelhantes a aquários, porém com terra no fundo, ou de acordo com a espécie, somente um pouco de água. O terrário deve reproduzir da maneira mais fiel possível o habitat original do pet e para isso utilizam-se não somente artifícios como terra, pedra e água, mas também lâmpadas e aquecedores especiais para répteis. Por serem animais pecilotérmicos, os répteis são incapazes de manter sua temperatura corporal, dependendo do habitat em que vivem para conseguir isso. Podendo ser originários tanto de ambientes tropicais como de habitats desérticos, o dono deve estar atento para suprir as necessidades específicas da espécie que pretende criar. Existem diferentes tipos de lâmpadas específicas para cada caso, e todas elas são desenvolvidas com a finalidade de atender às necessidades do pet, não somente em relação à temperatura, mas também à absorção de raios UVA e UVB, necessária em algumas espécies. Existem equipamentos especiais, como termômetros e higrômetros, que ajudam o dono a se certificar se as condições do terrário estão de acordo com o recomendado para que seu pet se mantenha saudável.

alimentação dos répteis é bastante variada, de acordo com a espécie. Algumas delas são carnívoras, outras herbívoras e existem até mesmo as onívoras. Em geral, tartarugas e jabutis podem se adaptar bem com rações balanceadas, mas animais como as cobras precisam de camundongos vivos para se alimentarem. O uso de rações e vitaminas específicas pode ser necessário quando o animal se apresentar extremamente magro (caquexia) ou estiver em processo de recuperação de alguma doença (convalescente). O ideal em caso de dúvidas é procurar um médico veterinário especializado para fazer o atendimento do animal.

Sobre o autor

Bruno Oliveira

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