Setter Irlandês – Principais doenças

O Setter Irlândes é conhecido por sua pelagem vermelha e longa e por ser um ótimo companheiro da família. Podendo pesar até 30Kg e com expectativa de vida de 12 a 15 anos, confira nesse post especial as principais doenças do Setter Irlândes.

Por mais que o Setter Irlândes seja uma raça resistente, ele possui predisposição a alguns problemas que são de origem genética e/ ou hereditária que exigem a atenção de seus pais humanos. 

principais doenças do Setter Irlândes

Problemas gastrointestinais

Megaesôfago: Sabe-se que o Setter Irlândes tem uma predisposição genética para o megaesôfago, uma condição que causa uma dilatação no esôfago, um órgão tubular que tem como função transportar o alimento até o estômago. Essa dilatação ocorre devido à falta de movimentos peristálticos, sendo que os alimentos e líquidos ficam acumulados no órgão, resultando em regurgitação e outros problemas em consequência disso.

Hipersensibilidade ao glúten: Alguns exemplares do Setter Irlândes podem apresentar uma alergia alimentar a determinados alimentos de forma hereditária, principalmente os que possuem glúten, uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, aveia e cevada. Se o pet possuir essa hipersensibilidade, a reação se manifesta na pele gerando coceira, vermelhidão, queda de pelo e em alguns casos, vômitos e diarreia.  

Torção gástrica: A torção gástrica é uma condição desencadeada muitas vezes em raças de porte grande que possuem tendência ao acúmulo de gases no estômago ou que se alimentam muito rápido e/ ou logo depois praticam exercícios físicos. O problema é perigoso e considerado de emergência, pois o estômago literalmente gira na cavidade abdominal e pode interromper o fluxo sanguíneo. O Setter possui uma predisposição à doença e a atenção deve ser redobrada com a raça.

Hipotireoidismo

O hipotiroidismo é uma doença endócrina de origem genética causada pela baixa produção de hormônios da tireóide, uma glândula responsável por secretar esses hormônios que participam dos processos metabólicos no organismo. Por se tratar de uma doença que afeta vários sistemas, os sinais clínicos são variados, mas os principais podem ser ganho de peso, indisposição ao exercício físico e intolerância ao frio.

Problemas Locomotores

Displasia Coxofemoral: Uma doença conhecida por afetar principalmente raças de porte médio e grande de forma hereditária, a displasia coxofemoral é uma má-formação na articulação do osso fêmur com o quadril. O pet afetado pode ter dificuldade para se locomover e sente bastante dor, por isso os cachorros que tiverem o problema devem ser retirados da reprodução e castrados, evitando a disseminação da doença.

Osteocondrose: É causada por uma lentidão na transformação da cartilagem em osso, deixando a região acometida bem fragilizada e propícia a lesões. A doença costuma acometer o ombro dos cães (úmero), porém outras articulações podem ser afetadas como o cotovelo, punho e joelho. As causas são parecidas com a displasia coxofemoral como genética e crescimento rápido.

Epilepsia

A epilepsia é um problema que desencadeia convulsões devido a uma descarga elétrica anormal no cérebro. A epilepsia idiopática pode acometer o Setter Irlândes e não tem uma causa conhecida, acontecendo muitas vezes sem aviso prévio. Os principais sinais clínicos da doença são perda de controle dos movimentos, salivação excessiva, vômitos e comportamentos anormais. 

Atrofia progressiva da retina

A atrofia progressiva da retina é uma doença ocular hereditária em que a retina se degenera prejudicando a visão do pet, muitas vezes levando à cegueira. A retina comporta diversos neurônios responsáveis pela formação da imagem (fotorreceptores). Quando acontece a atrofia, esses neurônios ficam comprometidos, podendo causar cegueira conforme a doença progride.

As doenças citadas aqui são provenientes de estudos e artigos de predisposição de certas doenças em raças. Lembrando que seu Setter Irlândes pode viver uma vida saudável sem ser acometido por nenhuma enfermidade. Entretanto, a informação e conhecimento são importantes e a qualquer sinal de que algo está errado com seu peludo, procure um médico veterinário.

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Sobre o autor

Beatriz Mario

Estudante de Medicina Veterinária, sonho que tenho desde criança, cresci com gatos e hoje sou uma felícia assumida. Tenho dois felinos resgatados: o Frodo e o Bilbo, que são considerados meus filhos de pelo. Meu propósito de vida é ajudar o máximo de pets possíveis e fazer com que eles fiquem mais felizes e saudáveis escrevendo para o blog da Petlove.

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