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Abandono de pets pós-pandemia

Por Gabriel Arruda -

Se por um lado o número de animais de estimação adotados cresceu consideravelmente, por outro, os casos de abandono aumentaram da mesma forma antes mesmo da pandemia acabar. Segundo dados da Ampara Animal, por exemplo, os abandonos de cães e gatos no Brasil cresceram 61% entre junho de 2020 e março de 2021. 

Ou seja, por mais que a pandemia tenha dado um lar para muitos, acabou tirando o teto de muitos cães, gatos e outros animais domésticos. Em uma entrevista para o blog da Petlove em agosto de 2020, Vicente Define Neto, Diretor da ONG Cão Sem Dono, já havia relatado que o número de abandonos tinha aumentado assustadoramente.

Na época, Vicente afirmou que os problemas financeiros são a principal justificativa para a maioria das ocorrências de abandono, já que muitas pessoas perderam empregos e até casas devido ao fechamento do comércio. Mas, ainda assim, a ONG já previa um aumento ainda maior de casos após o fim do isolamento social.

O motivo? A famosa adoção irresponsável! Muitos decidiram adotar um animal de estimação para terem companhia durante a quarentena, mas sequer pensaram no que seria a vida desses pets depois do retorno à vida normal.

Números atuais

Atualmente, segundo informações do Diretor da ONG Cão Sem Dono, o número de pets abandonados cresceu consideravelmente durante a pandemia.

“O número de cães abandonados cresceu no nosso entendimento em torno de 40% durante o período, principalmente de cães já domiciliados”, revelou. Em relação aos motivos, Vicente destaca a parte financeira como o principal: “Com a crise, muita gente teve que mudar para locais menores, não tendo como levar seus cães que acabaram nas ruas, certamente. Outros foram morar com parentes e ainda há os que ficaram sem recursos para poder sustentá-los”, disse.

Para piorar o trabalho de todas as ONGs de Animais do País, além do aumento de casos de abandono, muita gente parou de adotar, o que está ocasionando uma superlotação nos abrigos.

“Antes da pandemia, a média de doação era de 30 a 35 cães por mês, já que fazíamos também muitos eventos presenciais, as chamadas feiras de adoção. No início da pandemia, em março de 2020, a quantidade de animais doados caiu de 65% a 70%. Passamos, com bastante trabalho em redes sociais, a doar de 10 a 15 animais por mês, situação que persiste até hoje”, pontuou.

Pense muito bem antes de adotar!

Seja durante uma pandemia ou não, todos, sem exceção, devem pensar muito bem antes de fazer uma adoção e nunca agir por impulso. Afinal, eles dependem de nós para sobreviver. Se está pretendendo adotar um pet, você deve responder a alguns questionamentos, como:

  1. Tenho dinheiro suficiente para arcar com todas as despesas de um pet? (alimentação, médico veterinário, cuidados específicos, entre outros)
  2. Poderei assumir uma responsabilidade por, em média, 10 anos?
  3. Minha casa tem espaço o suficiente para que o pet viva tranquilamente?
  4. Tenho tempo para dedicar ao pet diariamente?
  5. Eu sei lidar com problemas e tenho paciência para possíveis (e prováveis) bagunças que ele vai fazer?

Se respondeu sim a todas essas perguntas, você está apto para adotar um animal de estimação. Agora, caso tenha respondido não para uma ou mais perguntas, vale repensar o assunto para que não haja arrependimento. Afinal, eles não são objetos que podem ser devolvidos para a prateleira de uma loja!

Talvez, se as pessoas tivessem pensado um pouco mais a respeito da adoção, muito provavelmente não teríamos essa avalanche de casos de abandono no Brasil e no Mundo!

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Por Gabriel Arruda

É Jornalista, apaixonado por pets, música e futebol. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "O Destruidor".

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