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O isolamento social

Por Jade Petronilho -

Quase dois anos se passaram e a vida de muita gente mudou radicalmente. Muitas pessoas passaram por situações difíceis, perderam entes queridos, tiveram mudanças significativas em seus trabalhos e se viram, de uma hora para outra, “presos” dentro de casa, convivendo com seus familiares e animais de estimação de uma forma jamais experimentada anteriormente.

Sabemos que conviver não tende a ser algo fácil, especialmente quando isso é imposto, abruptamente, por uma situação que gera incertezas e medos, como um vírus pouco conhecido em seres humanos.

Mas enquanto para alguns a vida dentro de casa foi vista como algo ruim, outros viram neste isolamento uma oportunidade de finalmente adquirir um pet. Um boom de adoções de cães e gatos, então, aconteceu não somente aqui no Brasil, mas em diversos países do Mundo e o que parecia um sonho para ONGs e protetores acabou, em pouco tempo, gerando uma série de reclamações, problemas e casos de maus tratos e abandono.

O isolamento social chamou nossa atenção para diversas questões e gerou mudanças inimagináveis na relação interpessoal entre seres humanos e também entre humanos e outras espécies. Estando mais perto de nossos animais, por exemplo, pudemos perceber o quanto a  rotina de alguns deles era pobre em desafios, frequentemente beirando ao tédio e insatisfação. 

Ao ficarmos dentro de nossas casas 24 horas por dia, todos os dias da semana, percebemos o quanto “não ter o que fazer” e o quanto a falta de socialização pode ser algo desesperador e, por sorte, com isso muitos indivíduos passaram a ver a vida de seus cachorros e gatos de outra maneira, entendendo a necessidade de uma rotina rica e repleta de atividades físicas e mentais. 

Embora saibamos que a pandemia ainda não tenha acabado aqui no Brasil, muitos de nós já estamos retornando à nossa rotina anterior. Com parte da população já vacinada, os pets que ficaram por mais de um ano ao lado de seus humanos estão se vendo sós e desamparados e para evitar que seu animal sofra com a retomada do seu dia a dia habitual e vire um problema para você e sua família, desenvolvemos este guia.

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Por Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, três gatos e oito peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos. Hoje, é Coordenadora de Conteúdo Veterinário da Petlove&Co.

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