Adestramento com água: como fazer com seu gato

O método de borrifar água no rosto dos gatos serve quando você não quer que ele continue fazendo alguma coisa, como evacuar em certos lugares ou arranhar algum móvel. O adestramento com água funciona porque a maioria dos gatos não gosta de receber água no rosto e por isso associa tal comportamento com receber água. Com isso, ele passa a evitar o comportamento, para assim evitar não ter seu rosto borrifado.

Vantagens e desvantagens

Uma das principais vantagens é que é uma técnica de adestramento muito simples. Tudo que você precisa é de um borrifador e água potável.

“É uma técnica que qualquer um pode fazer em casa, porque não existe a possibilidade de machucar o gato, não tem a possibilidade dele ficar doente”, explica o médico veterinário José Mourino.

Por outro lado, alguns consideram que a técnica não é uma boa solução por ser uma técnica de reforço negativo.

“O gato erro e você pune ele. A gente sabe que o reforço negativo não é tão eficaz quanto o reforço positivo. Você fazer o animal acertar e você agradar, presentear, sempre funciona melhor do que deixar ele errar para depois punir”, reforça Mourino.

Principais motivos para usar adestramento com água

Apesar de ser uma técnica que pode ser utilizada em qualquer comportamento, ela é recomendada para certas situações específicas. Elas seriam as situações em que não cabe o reforço positivo.

Por exemplo, atacar outros animais dentro de casa. É muito difícil presentear o seu gato por não arranhar o amigo. Mas faz sentido puní-lo por ter atacado.

Roubar comida, subir e estragar móveis também são situações onde a técnica é muito comumente utilizada.

Quando parar

Além de parar quando você atinge seu objetivo, é preciso ficar atento para quando o método deixa de ser eficaz. É preciso observar se esse o animal está ficando constantemente assustado e com medo de ser punido.

“Também é necessário ver se o gato está realmente parando com o comportamento. Se você continua tentando e o gato continua fazendo o que você não quer que ele faça, é preciso buscar outro método”, explica o médico veterinário.

Sobre o autor

Larissa Moreira

Larissa Moreira

Larissa tem quatro miaus: Câmara, Ação, Gravando e Clica Fora, está no quarto ano de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, é apaixonada pela língua alemã, livros de fantasia, chá de camomila e pelos seus quatro bebês (que já nem são mais bebês).

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