Catland: histórias de adoção durante a quarentena

Recentemente nós conversamos com o pessoal da Catland – que há oito anos ajuda gatos em situação de vulnerabilidade – para saber como a quarentena estava impactando o dia a dia da ONG

A informação recebida foi de que o número de adoções havia aumentado, porém, estava na contramão das doações de produtos e dinheiro, que haviam sido reduzidas em mais da metade do que a Catland costumava arrecadar antes da chegada do COVID-19.

Na oportunidade, nós lembramos que a Petlove é parceira de longa data da Catland e que aos fazer suas compras por este link, uma porcentagem do valor é destinada para a ONG, que também recebe doações diretamente pelo seu site.

E claro, a gente também aproveitou a ocasião para falar com algumas dessas pessoas que procuraram a Catland em busca de um peludo. Conheça abaixo as histórias!

Pedro adotou gatinha com FELV

A impossibilidade de trabalhar estava deixando o cabeleireiro Pedro Augusto Machado depressivo dentro de casa. Foi então que ele começou a pensar em adotar um pet e percebeu que um gatinho seria a melhor opção para ter no apartamento que ele divide com o namorado.

“Fazia tempo que eu queria um bichinho. Aí, um dia aqui em casa eu falei: ‘Vinicius, tô querendo um bichinho’, então já fui procurar na internet e acabei descobrindo a Catland”, revela Machado.

Pedro-adocao-Petlove

Vinícius, Shirley e Pedro

Ele conta que estava tão ansioso com a chegada de um animal, que antes mesmo de ir até a ONG para saber mais sobre a adoção, já havia providenciado todo o “enxoval” e alimentação do futuro ou futura morador(a).

No dia marcado para a visita, o cabeleireiro já saiu de casa com uma imagem fixa na cabeça: a foto de uma gatinha de olhos azuis, que ele tinha visto na página da Catland. Ele lembra que ao ver a imagem algo em seu coração dizia que aquela seria sua próxima companheira de quatro patas.

Pedro contou que se deparou com inúmeros felinos logo que chegou à ONG, mas foi determinado ao encontro de sua escolhida, que estava em uma gaiola, devido a um resfriado, e que assim que se aproximou ela foi colocando a patinha pra fora buscando algum tipo de contato.

“Me contaram que a gatinha tinha FELV (a “leucemia felina”) e quando eu pesquisei a fundo e descobri o que era, fiquei muito pensativo e ví que ela era muito especial de verdade. A história dela, inclusive, é muito triste, foi abandonada num dia de chuva dentro de uma sacola com três filhotes. Os filhotes foram adotados logo, mas ela foi ficando”, diz Pedro, que não teve dúvidas de levar a peludinha pra casa.

E lá se vai um mês de uma quarentena bem mais leve e feliz para o Pedro, que batizou a gatinha de Shirley e viu sua vida ser transformada. “Ela trouxe muita alegria pra dentro da nossa casa! Nunca tive um bicho tão especial como a Shirley. Ela é igual a uma criança, vai no colo, adora um carinho e chama a gente todo dia às seis da manhã pra ganhar comida”, finaliza.

Carolina adotou gatinhos para o filho com autismo

Outra história super legal sobre adoção foi da Carolina Feitosa dos Santos, que mora na zona norte de São Paulo e entrou em contato com a Catland para adotar um pet para o seu filho Otávio, de apenas quatro anos.

A auxiliar de faturamento sempre lia matérias sobre sobre como os animais de estimação eram importantes no convívio e desenvolvimento das crianças autistas e, baseada na experiência que tinha com uma gata que mora com sua mãe, concluiu que um felino seria a escolha ideal para o pequeno Otávio.

Carolina chegou à conclusão de que a quarentena também seria o período certo para concretizar a adoção, já que ela e sua companheira Tamires estariam mais tempo em casa para cuidar de toda adaptação. Então, após um breve contato pelo Instagram da Catland, as duas foram até a ONG para escolher adotar um animal.

“Era tanto gato que a gente ficou perdida. Demos uma volta e no primeiro contato com o Marcelinho eu falei pra mim mesma que era ele. Então, recebi a informação que era um gato mais arisco e que precisaria cuidar do temperamento”, conta Carolina.

Ela disse que contou o motivo da adoção para a ONG, que orientou a adoção de mais um bichinho, que fosse mais receptivo com Otávio e também uma companhia para Marcelinho. E então apresentaram Vitória, uma gatinha de três anos.

Carolina-catland-Petlove

Carolina, Vitória, Marcelinho, Tamires e Otávio – arquivo pessoal

“Ela é realmente tudo aquilo que as cuidadoras disseram. A Vitória é um amorzinho e está grudada no Otávio”, diz a auxiliar de faturamento, que completa: “Tudo que meu filho vai fazer, ele inclui a gatinha. O Otávio ama desenhar e sempre procura ela para fazer companhia durante a atividade, além disso, ele conta histórias para ela também”, revelou Santos.

Carolina, que nunca tinha tido gato em casa, disse que a nova dupla já virou xodó da família, cada um da sua maneira. Marcelinho com seu jeitão mais reservado e “macho alfa” da casa e Vitória por sua docilidade e parceira de todas as horas de Otávio, que há um mês troca a tela da TV ou celular por brincadeiras com a peludinha.

A mudança de comportamento na criança acaba reforçando o que as página dos livros e revistas disseram sobre a relevância dos animais em nossas vidas. “Meu filho tem muita dificuldade com o tato e não gostava de fazer carinho na Vitória, mas é incrível como ele já está superando e fazendo carinho nela sem a gente ter que ficar incentivando”, contou Carolina.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

Jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia, quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

3 Comentários

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.