O que você deve saber e fazer antes de ter mais um gato

É tão difícil se esquivar do charme dos gatos que é ainda mais difícil ter apenas um dentro de casa, não é mesmo? Porém, a convivência entre eles no lar nem sempre é tão pacífica, já que muitos acabam brigando e competindo para ver quem “manda” no território. Por essa razão, antes de adotar um novo pet, é preciso entender um pouco sobre o modo como eles se comportam quando dividem o mesmo ambiente.

O que você deve saber e fazer antes de ter mais um gato

Sociedade felina

Para quem não sabe, os gatos são bastante territorialistas e, por isso, alguns não aceitam tão bem a ideia de dividir o ambiente com outro felino. A natureza comportamental deles funciona da seguinte forma: as fêmeas cuidam do território e são responsáveis pela criação dos filhotes, enquanto os machos defendem o espaço e os recursos necessários para a sobrevivência. Duas fêmeas até podem compartilhar o mesmo local, mas dificilmente os machos topam fazer o mesmo. Inclusive, quando um outro macho tenta habitar o mesmo território, geralmente eles entram em conflito. Caso a situação não seja apaziguada entre eles, o gato “perdedor” sai do local em busca de um novo lar, algo muito parecido com o que vemos com os grandes felinos, na natureza.

Macho ou fêmea?

Entendendo um pouco mais sobre como funciona a sociedade felina na natureza, você já deve ter percebido que a melhor escolha é unir um macho e uma ou duas fêmeas, já que a probabilidade de ocorrer algum tipo de conflito por causa do território é menor. Ainda assim, caso queira ter dois machos dentro do lar, saiba que isso é possível, mas é preciso seguir algumas recomendações para evitar desavenças.

Primeiras semanas

Imagine o seguinte cenário: uma pessoa encontra um gato macho abandonado na porta de casa e decide adotá-lo. Ela sabe que esse novo felino pode entrar em conflito com o seu bichano que já é o “dono” da casa no momento em que se encontrarem entre quatro paredes, mas ainda assim pretende ampará-lo.

Em casos como esse, a ideia é introduzir o novo pet na rotina do outro de maneira bastante lenta, fazendo com que eles se conheçam, mas sem estar no mesmo ambiente. Para isso, basta colocar o novato em um local que tenha uma porta para que o outro possa cheirá-lo por baixo dela. Outra alternativa para o “encontro à distância” é trocar os cobertores ou caminhas entre os pets. Logo após, o pai humano pode mudá-los de ambiente para que sintam ainda mais o cheiro um do outro. Essas são formas efetivas de estreitar a relação entre ambos sem que eles percebam.

Objetos particulares

Após esse período de “quarentena”, nem pense em disponibilizar apenas um comedouro e bebedouro para os bichanos, pois a probabilidade de haver uma disputa nem tão saudável entre eles é grande. Portanto, os recursos devem ser aumentados logo na chegada do felino, e lembre-se de colocá-los um longe do outro.

Esse conselho também é válido em relação aos brinquedos, caixas de areia, arranhadores, esconderijos, entre outros. A ideia é oferecer vários utensílios para que o gato antigo não sinta que o novato está querendo tomar o seu lugar.

Por fim, seguindo essas dicas, a chance de uma boa adaptação do seu novo filho de quatro patas aumenta e muito. Ainda assim, caso ainda hajam brigas entre eles, a ajuda de um médico veterinário especializado em comportamento felino é a melhor alternativa.

Sobre o autor

Gabriel Arruda

Gabriel Arruda

É estudante de Jornalismo, apaixonado por animais e esportes. Está sempre em busca de novos desafios, justamente pela curiosidade que o toma conta. Pai de um Beagle chamado Johnny, mais conhecido como "o Destruidor".

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