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Sintomas de gato com raiva e como prevenir a doença

A raiva felina não tem cura, mas tem prevenção. Entenda os sinais de alerta e como a vacina antirrábica protege seu gato.

Por Amanda Fernandes -

A raiva é uma doença grave, e um gato com raiva representa risco não só para outros pets, mas também para as pessoas que convivem com ele, já que essa enfermidade é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida para os humanos. 

O que torna a raiva felina ainda mais séria é que ela não tem cura depois que os sintomas aparecem. Por isso, entender como o vírus age, quais sinais observar e, principalmente, como prevenir é o que vai fazer a diferença na vida do seu bichinho.

Gato com raiva.

O que é a raiva felina?

A raiva felina é causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. Esse agente infeccioso tem uma afinidade muito grande com o tecido nervoso e, por isso, percorre o organismo até atingir o cérebro, onde provoca uma inflamação aguda e progressiva.

Além dos gatos, o vírus pode infectar qualquer mamífero, incluindo cães, bovinos e seres humanos. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2024 foram notificados 241 casos de raiva em cães e gatos. Os felinos são considerados de alto risco para a transmissão da doença, especialmente por causa do comportamento predatório, que os expõe com frequência a morcegos infectados.

Como o gato pega raiva?

A principal via de contágio da raiva é a mordida de um animal infectado. Quando um gato raivoso (ou outro animal contaminado) morde outro, o vírus presente na saliva penetra na ferida e começa a se multiplicar nas células musculares do local. Dali, ele segue pelos nervos periféricos até chegar ao sistema nervoso central.

Arranhões profundos e lambeduras em feridas abertas também podem transmitir o vírus, embora com menos frequência. Entre os animais que representam maior risco de contágio para os felinos estão:

  • Morcegos (hematófagos ou não);
  • Raposas;
  • Saguis;
  • Gambás;
  • Guaxinins.

E aqui vai um detalhe que muita gente não sabe: mesmo gatos que nunca saem de casa podem se expor ao vírus se um morcego entrar no ambiente. Por isso, a vacinação continua sendo fundamental independentemente do estilo de vida do seu bichinho.

As fases da raiva em gatos

A doença evolui de forma progressiva e bem definida. Compreender cada etapa ajuda a identificar os sinais com mais precisão e a agir com rapidez.

Fase de incubação

Após o contato com o vírus, o gato pode permanecer sem nenhum sinal visível por dias ou até meses. Esse período é chamado de incubação e varia muito de acordo com o local do corpo onde ocorreu a exposição. Quanto mais próxima do sistema nervoso for a ferida, mais rápido o vírus chega ao cérebro.

Fase prodrômica

Nesta etapa, que dura em média de um a dois dias, começam as primeiras mudanças de comportamento. O gato tende a se esconder em locais escuros, apresentando fotofobia (sensibilidade à luz), leve irritabilidade e miado com tom diferente do habitual.

Como esses sinais são sutis, muitos tutores os confundem com estresse ou cansaço. Justamente por isso, a fase costuma passar despercebida.

Fase de excitação (furiosa)

É nessa fase que a doença se torna mais evidente e perigosa. O felino passa a apresentar agressividade intensa e imprevisível, podendo morder móveis, pessoas e outros animais com grande força. 

O vírus já causou paralisia parcial dos músculos da garganta, o que impede o gato de engolir a própria saliva e resulta em salivação excessiva (comportamento conhecido popularmente como “gato com a boca espumando”). Essa fase dura cerca de três dias.

Fase paralítica (muda)

Na etapa final, surgem convulsões, incoordenação motora e paralisia progressiva dos membros, do tronco e, em seguida, dos músculos respiratórios. O óbito ocorre em aproximadamente um dia após o início desta fase. Gatos com acesso à rua frequentemente fogem durante a fase de excitação, fazendo com que a fase paralítica nem sempre seja observada pelos tutores.

Sintomas de gato com raiva: o que observar

Os sinais da raiva felina variam conforme a fase da doença. De maneira geral, os principais sintomas de gato com raiva incluem:

  • Mudanças bruscas de comportamento e agressividade fora do comum;
  • Salivação excessiva e dificuldade de engolir;
  • Miado rouco ou com tom alterado;
  • Fotofobia (aversão à luz) e hidrofobia (aversão à água);
  • Febre e perda de apetite;
  • Desorientação e incoordenação motora;
  • Estrabismo (olhos desalinhados) e espasmos musculares;
  • Convulsões e paralisia progressiva.

Um ponto importante: esses sintomas podem se assemelhar aos de outras doenças neurológicas, como toxoplasmose ou encefalite. Somente um médico-veterinário poderá avaliar o quadro clínico e indicar os próximos passos. Diante de qualquer alteração brusca de comportamento, leve seu pet a uma consulta imediatamente.

Gato com sintomas de raiva.

Como saber se o gato tem raiva?

Infelizmente, o diagnóstico definitivo da raiva felina só é confirmado após a morte do animal, por meio de análise do tecido cerebral. Ainda assim, há situações que devem acender o sinal de alerta para o tutor.

Fique atento se o seu gato:

  • Tem acesso à rua e se envolveu recentemente em brigas com outros animais;
  • Caçou ou teve contato com morcegos;
  • Apresentou feridas de causa desconhecida;
  • Está com a vacinação antirrábica desatualizada ou nunca foi vacinado.

Em casos suspeitos, o isolamento imediato do pet e a comunicação com as autoridades sanitárias locais, como os Centros de Controle de Zoonoses, são medidas obrigatórias.

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Prevenção da raiva felina: o que o tutor pode fazer

Como não existe tratamento eficaz após o início dos sintomas, a prevenção é a única estratégia realmente capaz de proteger o seu gato. As principais medidas incluem:

  • Manter a vacinação antirrábica em dia;
  • Limitar o acesso do felino à rua e a áreas externas sem supervisão;
  • Evitar o contato com animais silvestres e desconhecidos;
  • Realizar consultas de rotina com o médico-veterinário.

Com quantos meses o gato pode tomar a vacina contra a raiva?

A primeira dose da vacina antirrábica deve ser aplicada a partir dos 4 meses de idade do gato. Após essa dose inicial, é necessário fazer o reforço anualmente para garantir que a imunidade se mantenha ativa.

A vacina é obrigatória por lei no Brasil e, em muitas cidades, é oferecida gratuitamente pelos Centros de Controle de Zoonoses. Para quem prefere comodidade e agilidade, clínicas veterinárias também realizam a aplicação. Aliás, para quem pensa em viajar internacionalmente com o felino, a vacina antirrábica atualizada é requisito obrigatório na maioria dos países.

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Perguntas frequentes

Quais são os principais sintomas de gato com raiva?

Os sinais mais comuns incluem mudanças bruscas de comportamento, agressividade, salivação excessiva, dificuldade de engolir, fotofobia, miado alterado, convulsões e paralisia progressiva. A doença evolui rapidamente e, em geral, costuma levar ao óbito em 3 a 7 dias após o início dos sintomas.

O que significa gato com a boca espumando de raiva?

A salivação intensa, que pode dar a impressão de “espuma”, acontece porque o vírus paralisa os músculos da garganta, impedindo o gato de engolir a própria saliva. Esse sinal é característico da fase de excitação da raiva, mas pode ocorrer em outras doenças também. O diagnóstico deve ser feito por um médico-veterinário.

Gato com raiva tem cura?

Não. Uma vez que os sintomas neurológicos se manifestam, não existe tratamento eficaz para reverter o quadro. Por isso, a vacinação preventiva é a única forma comprovada de proteção contra a doença.

Como saber se o gato tem raiva?

Apenas o médico-veterinário pode avaliar o quadro clínico. O diagnóstico definitivo é confirmado após a morte. Contudo, se o seu gato teve contato com animais silvestres, apresenta feridas de causa desconhecida ou está com a vacinação desatualizada e mostra sinais neurológicos, leve-o imediatamente a uma clínica e informe as autoridades sanitárias.

Com quantos meses o gato pode tomar a vacina contra a raiva?

A primeira dose pode ser aplicada a partir de 4 meses de idade. Depois, o reforço deve ser feito todos os anos. 

A raiva felina pode ser transmitida para humanos?

Sim. A raiva é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida de animais infectados para seres humanos, principalmente por meio de mordidas ou arranhões. Caso você seja mordido ou arranhado por um gato com suspeita de raiva, procure uma unidade de saúde imediatamente para iniciar o protocolo de profilaxia.

Por Amanda Fernandes

Sou jornalista, pós-graduanda em Marketing e adoooro falar sobre pets. Sou mãe da gatinha Cristal, do agapornis Alisson e do meu eterno Dachshund (vulgo salsichinha) Scott. Além de pets, curto muito história e uma boa pizza. Desde pequena sou conhecida por amar cães .❤

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3 comentários

  1. Marli disse:

    Minha filha foi arranhada hj e o gato ta machucado de brigar na rua. Tem q tomar as enjecoes,onfe ?

  2. Marli disse:

    Minha filha foi arranhada hj e o gato ta machucado de brigar na rua. Tem q tomar as enjecoes,onde ?

  3. Eliane disse:

    Adotei um gatinho hj ele tem so um mes fui colocar comida na boca dele e ele me mordeu pensando que o meu dedo era comida ? sera que tenho que tomar a vacina da raiva ??

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