Como proteger seu pet do calor intenso

Verão, férias, sol, calor… muitooo calor! No Brasil todo, os dias quentes estão cada vez mais calorentos, a cidade de Niterói (RJ), por exemplo, registrou incríveis 41,4°C no início desse mês. E se a gente passa mal com tanto ardor, os peludinhos também, por isso precisam de cuidados especiais para curtir o verão numa boa.

A gente compartilha com você uma série de dicas para proteger o seu bichinho dos riscos do calor intenso. As informações foram obtidas em uma conversa com a Doutora Lissabele Helena Maluf, Médica Veterinária Clínica de Pequenos Animais, especializada em felinos, e colaboradora do projeto Posso Ajudar? – consultoria on-line exclusiva para os Assinantes Petlove.


Pra você começar mandando bem, uma dica valiosa é mudar os horários de passeios com o seu pet. A doutora lembra que caminhadas ou corridas devem ser feitas bem cedo, quando o sol ainda está tímido, caso contrário, só lá no final do dia quando começar a escurecer. Mesmo se o dia não estiver com um sol muito intenso é bom dar preferência a lugares bem arejados, com árvores e muita sombra, lembre-se que os pets estão mais perto do calor do asfalto.

Água em abundância é claro que não pode faltar, ela é imprescindível para hidratar o seu amigo e diminuir a temperatura corpórea dele. Fique atento ao comportamento do animal e respeite os limites dele, aumentando o número de pausas para que ele possa descansar e se refrescar. “Água de coco é bem rica em sais minerais e os animais gostam. Só tem que ficar atento à procedência para não haver nenhum tipo de contaminação”, conta a doutora. Oferecer frutas congeladas, como bananas, é uma ótima opção, só fuja das frutas cítricas, que fazem mal aos peludinhos.

Dentro de casa, cães e gatos também precisam de um ambiente arejado para suportar o calor. Não deixe o animal em contato direto com o sol e deixe as janelas abertas (atenção às telas protetoras), mantenha disponível água sempre limpa e fresca – pedrinhas de gelo são bem-vindas – e, se possível, utilize tapetes térmicos, que são excelentes para refrescar os bichinhos. 

Lissabele diz que o uso de ventilador e ar-condicionado é recomendado, porém, com atenção à regulagem da temperatura e aos acidentes que os animais podem sofrer. “Sempre com supervisão, o gato, às vezes, pula no ventilador, brinca com a hélice, morde o fio… Nunca deixe o aparelho direcionado para o animal e sim para o ambiente”. 

Hipertermia

Você já deve ter ouvido falar dessa palavrinha, ela quer dizer que o corpo está com a temperatura elevada porque o organismo está produzindo ou absorvendo mais calor do que consegue dissipar. Os pets com o focinho mais curto correm um risco maior de hipertermia, pois já respiram com dificuldade em condições normais. 

Ao menor sinal de hipertermia é recomendável procurar hidratar e refrescar o animal e procurar um médico veterinário urgentemente. A doutora Lissabele explica que os pets nessas situações além de ofegantes costumam babar. “A frequência cardíaca e respiratória aumentam, a temperatura do corpo também, a pele fica mais avermelhada e podem ocorrer diarreia ou vômito”.

Além da hipertermia, outro grande vilão frequente dos dias de sol é a infecção gastrointestinal por conta de intoxicação alimentar. Com a temperatura lá em cima, os alimentos expostos estragam mais rápido, por isso, assim que o animal terminar de comer a ração ou alimentos úmidos, como os dos sachês, é necessário limpar a área para que o bichano não coma um alimento estragado depois.

As tosas em animais de pelos longos devem ser feitas com cuidado, já que a pelagem dos animais funciona como um isolante térmico e protege tanto do frio quanto do calor. Raças caninas como Poodle, Maltês e Yorkshire Terrier podem ficar com o pelo mais curto. Já os gatos merecem atenção especial e é sempre importante levar em conta o temperamento do animal antes de pensar em passar a tesoura, pois a tosa pode ser um momento muito estressante pra eles. Se a escolha for mesmo pela visita ao tosador, peça para ele deixar a pelagem com altura mínima de dois centímetros para melhorar a ventilação e lembre-se da dica da doutora: “Pra gato a gente nunca recomenda tosar nem cabeça e nem o rabo, por causa da automutilação, já que eles acabam não reconhecendo como parte do organismo”.

Sobre o autor

Anderson Mafra

Anderson Mafra

É jornalista apaixonado por animais, comunicação, música e não perde um concurso cultural (na verdade já perdeu vários). Curioso de mão cheia quer saber sempre mais e compartilhar conteúdo, dicas e curiosidades do mundo pet. É um petlover assumido, sem chance de reabilitação.

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