Shih Tzu – Principais doenças

Conhecidos por serem afetuosos, alegres e se adaptarem com facilidade em qualquer ambiente, os cães da raça Shih Tzu encantam muitas pessoas e fazem muito sucesso com o seu jeitinho único com os idosos e com as crianças. 

Apesar de se adaptar super bem ao ambiente em que vivem, a raça Shih Tzu possui algumas limitações e seus exemplares podem sofrer com algumas doenças que são bem comuns entre a raça. A seguir, falaremos um pouco sobre algumas delas.

Luxação de patela

Sendo normalmente de origem congênita e hereditária, a luxação de patela atinge principalmente raças de porte pequeno como Yorkshire Terrier, Chihuahua, Maltês, Pug, Pinscher. A incidência nessas raças é maior por conta do sulco troclear ser raso, facilitando a luxação. Apesar de acometer em sua maioria cães de pequeno porte, raças como Labrador Retriever e Boxer também podem sofrer da doença. Gatos sedentários e obesos também podem desenvolver o problema ao longo da vida.

A doença possui quatro estágios que são divididos em menos grave (1) e grave/ preocupante (4). O diagnóstico é feito por um médico veterinário especializado em ortopedia.

Úlcera de córnea

A úlcera de córnea é uma doença bem presente na rotina clínica. Consiste em uma lesão na superfície ocular do cachorro ou do gato. É fundamental que o tratamento seja feito rapidamente e que o caso seja acompanhado por um médico veterinário especializado em oftalmologia. Caso contrário, é bem provável que o quadro evolua e se torne mais complicado, podendo haver perda parcial ou total da visão. Evite usar produtos como colírios sem a indicação de um profissional, pois isso pode agravar o quadro consideravelmente.

Colapso de traqueia

Algumas raças tendem a passar por essa condição, principalmente Shih Tzu, Yorkshire Terrier, Maltês, Poodle, Chihuahua e Lhasa apso, e a incidência é maior em cães idosos. O colapso de traquéia pode ser originado de uma herança genética, intubações para cirurgias ou algum trauma na região da traqueia. Quando ocorre o colapso, os anéis traqueais ficam “frouxos” e por estímulo a traqueia se fecha, fazendo com que o cachorro tussa bastante como reflexo na tentativa de respirar. O diagnóstico é feito por histórico clínico ou por radiografia de pescoço e tórax.

Os sintomas são bem característicos e fáceis de serem notados, porém podem ser confundidos com outras doenças, por isso é fundamental que ao notar falta de ar, angústia respiratória ou coloração cianótica (azulada) das mucosas, leve-o imediatamente ao médico veterinário.

Sobre o autor

Gabriela Azevedo

Gabriela Azevedo

Formada em design gráfico e cursando medicina veterinária, profissão que herdei paixão graças ao meu pai. Catlover e apaixonada pelos meus 6 gatinhos (Tchantcham, Drake, Josh, Marie, Maysa e Cara Preta -in memoriam- ♥) e pelos pets agregados que fazem parte da minha vida (todos os que encontro. bem doida dos bichos!).

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