Vacinas de cachorro

Muita gente tem dúvidas sobre como deve ser o esquema de vacinas dos cachorros. Verdade é que a vacinação, hoje em dia, pode seguir protocolos diferenciados de acordo com a vida do pet, não mais sendo uma espécie de “receita de bolo” igual para todos. Quando filhotes, os cães precisam receber mais doses de vacinas. Chamadas “reforço”, elas garantem a total imunização dos pets depois que perdem os anticorpos passados pela mãe. Existem vacinas que podem ser aplicadas a partir dos 30 dias de vida, como é o caso da Puppy DP (da marca MSD), que protege contra cinomose e parvovirose, doenças muito perigosas especialmente para os mais jovens.

O mais habitual, porém, é usar, a partir dos 45 dias de vida, a V6 (contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, parainfluenza, coronavirose e adenovirose tipo II), V8 (contra todas as doenças anteriormente citadas na V6 e dois tipos de leptospirose), V10 (contra todas as doenças da V6 e quatro tipos de leptospirose), V11 (contra todas as doenças contidas na V6 e cinco tipos de leptospirose) ou V12 (contra as da V6 mais seis tipos de leptospirose) em duas a quatro aplicações com intervalos de 21 a 30 dias entre elas. O tipo de vacina múltipla a ser utilizada deve ser escolhido pelo médico veterinário do pet levando em conta seu estilo de vida e tipo de contato que tem com outros animais.

Obrigatória por Lei, a vacina anti-rábica deve ser aplicada a partir do quarto mês de vida e reaplicada anualmente, assim como a múltipla. Com elas, seu pet estará seguro de algumas das principais doenças de cães.

Dependendo do local em que o pet vive, é recomendada também a aplicação da vacina contra leishmaniose, zoonose (doença transmissível ao ser humano) que até pouco tempo tinha como indicação a eutanásia dos animais acometidos. Dela, devem ser feitas de duas a quatro doses com reforço anual posteriormente. Esta dose anual é diferente das demais, devendo ser aplicada após um ano da primeira dose e não da última, como acontece com as outras.

As vacinas contra gripe canina são basicamente como as nossas, ou seja, por mais que o pet seja vacinado, ele pode contrair um vírus diferente. A vantagem neste caso é que normalmente a “gripe” vem com sintomas bem mais leves e também fica mais fácil de ser tratada em cachorros vacinados. Atualmente, no Brasil, temos versões intranasais (que agem diretamente na defesa do nariz do pet contra infecções respiratórias) e as injetáveis, que possuem o mesmo mecanismo de ação que as demais.

A vacina contra giardíase já deixou de existir por algum tempo, mas voltou ao mercado. Ela pode não deixar seu pet totalmente imune à doença, mas além de minimizar seus sinais, faz também com que o animal com giárdia libere seus cistos inativos (forma não contaminante).

Alguns médicos veterinários não indicam a vacinação anual, fazendo testes de imunidade para doenças específicas a fim de saber como anda a defesa do organismo. Isso, porém, pode colocar o cão em risco caso tenha contato com algum vírus ou bactéria.

Sobre o autor

Jade Petronilho

Jade Petronilho

É jornalista por formação e comportamentalista veterinária por paixão. Desde criança é a "louca dos bichos", por isso resolveu estudar medicina veterinária, etologia e nutrição animal, mas ainda pretende, um dia, fazer zootecnia. Atualmente tem dois cachorros, dois gatos e 13 peixes, mas além de cães, gatos e peixes, também já foi tutora de um coelho, três periquitos, dois porcos da índia, dois pintinhos e três cabritos.

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