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Coelho Lop Holandês

O Lop Holandês, ou Bélier Holandês, é a menor das cinco variedades de Bélier reconhecidas pelo American Rabbit Breeders Association (ARBA) e é uma das raças de coelhos mais populares do mundo. Foi desenvolvido na Holanda pelo criador Adrian de Cock a partir do cruzamento entre as raças Lop Francês, Lop Inglês e Anão Holandês, com o intuito de obter uma versão mais compacta do Lop Francês, mas foi somente em 1955, após anos de tentativa, que se obteve a menor raça Lop, hoje conhecida como Lop Holandês / Holland Lop. Após sua criação, a raça se espalhou rapidamente por toda a Europa e conquistou diversos fãs. Chegou à América do Norte em 1974 e foi reconhecida pela ARBA cinco anos depois. É um coelho de tamanho compacto, sendo considerado um coelho anão, e suas orelhas são largas, longas e caídas, assim como os demais Lop. O tamanho reduzido e as orelhas caídas são responsáveis pelo aspecto gracioso da raça que, juntamente com seu temperamento dócil, conquistou admiradores no mundo todo. Além do Lop Holandês, existem outras raças Bélier, tais como Bélier Inglês (Lop Inglês/ English Lop), Fuzzy Lop Americano (American Fuzzy Lop), Mini Lop e Bélier Alemão (Lop Alemão/ German Lop).
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Pelagem
Sua pelagem é curta, densa e brilhante. Diversas colorações e padrões de pelagem são aceitos, tais como chocolate (tom de marrom), preto, broken (branco com manchas em qualquer outra cor da raça), tricolor (branco com outras duas cores da raça), chinchila (semelhante à pelagem do roedor Chinchila), azul (tom de cinza), entre outras.
Os coelhos anões, como o Lop Holandês, devido à intensa seleção em busca do tamanho corporal reduzido, apresentam crânio achatado/ curto e a maxila mais curta que a mandíbula (braquignatismo maxilar). Essa característica impede a oclusão e o desgaste normal dos dentes incisivos (“dentes da frente”) resultando em hipercrescimento dentário, o qual prejudica a apreensão e mastigação do alimento. Desse modo, ao notar crescimento exagerado dos dentes incisivos, diminuição no consumo de alimentos ou qualquer alteração comportamental é fundamental levar o pet a um(a) médico(a) médico(a) veterinário(a) especialista em pets não convencionais (silvestres e exóticos) para avaliação adequada do quadro. Além disso, é importante que o(a) tutor(a) esteja ciente de que se trata de uma alteração crônica que necessita de tratamento e acompanhamento periódicos. Esses animais também podem apresentar prognatismo mandibular, ou seja, mandíbula mais longa do que a maxila. Aparentemente, as raças anãs também apresentam maior susceptibilidade a desenvolver torcicolo devido ao Encephalitozoon cuniculi, fungo encontrado com certa frequência em criações de coelho responsável por infecção oportunista, sobretudo em animais imunossuprimidos (com imunidade comprometida). Como raramente causa sintomatologia, pode permanecer inaparente por anos e passar despercebido, mas com a queda da imunidade os animais podem desenvolver uma infecção disseminada, que afeta principalmente sistema nervoso e rins. Como os sinais apresentados são inespecíficos, podem ser causados por outras doenças, por isso é imprescindível levar o pet ao(a) veterinário(a) especialista mediante qualquer alteração física ou comportamental.
São animais muito dóceis, ativos e brincalhões. Gostam de receber carinho e atenção do(a) tutor(a).
São animais inteligentes e com os comandos e técnicas adequados, além de paciência, aprendem facilmente a usar a caixinha higiênica.
A expectativa de vida média é de seis a oito anos, podendo viver mais desde que com manejo adequado. No geral, as raças menores vivem menos quando comparadas aos coelhos de médio e grande (gigante) porte.
Como a pelagem é curta, não exige tantos cuidados, uma escovação por semana já é o suficiente para retirar os pelos soltos e mantê-la brilhante. Durante as épocas de troca de pelo, recomenda-se aumentar a frequência semanal para pelo menos duas vezes. Por serem animais com tendência às alterações dentárias devido à sua característica anatômica, é fundamental que o(a) tutor(a) faça inspeção periódica nos dentes do coelho e que realize acompanhamento com um um(a) médico(a) médico(a) veterinário(a) especialista. Os demais cuidados não diferem de qualquer outro coelho e ao adquirir um como animais de estimação o ideal é realizar uma consulta de orientação com um(a) médico)(a) especializado em pets não convencionais (silvestres e exóticos) para obter informações sobre como criá-lo de forma adequada e proporcionar uma boa qualidade de vida.
Na Holanda e em países que seguem o British Rabbit Council (BRC), o Lop Holandês é chamado de Miniature Lop (Lop Miniatura), mas não é a raça conhecida como Mini Lop. A raça geralmente apresenta um tufo de pelo atrás da cabeça, dando um aspecto mais arredondado. O Lop Holandês é uma raça conhecida por ser bastante amigável e dócil, apesar da personalidade de cada indivíduo variar. Os machos tendem a ser mais sociáveis que as fêmeas. Como a maioria dos coelhos, não gostam muito de serem segurados, mas quando contidos da forma adequada podem até aproveitar o momento. É importante lembrar que são animais com esqueleto muito frágil e, se não forem contidos da forma correta, podem facilmente se machucar. A criação de coelhos é legalizada no Brasil, sendo possível encontrar criadores em diversas regiões do país.